Editorial

Ouvir o vento é a garantia de entender o Mundo, ponto de partida, calmamente perceber as mudanças à sua volta para, assim, curtir a vida e dar uma ajudinha ao próximo.

É bom sentir o O ciclo do ano, e recordar que o ciclo se completa, e nós vamos permanecendo em dependência com as estações do ano.

Fazemos parte de uma comunidade, e a cidadania é o exercício do respirar constante da partilha.

Nesta interdependência da Natureza, é de bom senso olhar as medicinas naturais como uma forma de potenciar o que há em nós.

Mas é constante a luta para dar a conhecer e permitir a afirmação das Terapêuticas Não Convencionais.

E por a vida, com o seu constante mistério.

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Impasse entre os profissionais de TNC

Profissionais das Terapêuticas Não Convencionais impedidos de obter cédulas profissionais devido a lacuna na lei, manifestam-se a 4 de Abril.

Serão milhares de profissionais com formação de 4 a 5 anos, cuja situação profissional se encontra num impasse: não podem obter célula profissional, tal como exige a legislação em vigor.

A história inicia-se em 2003. Depois de muitos anos de luta por parte dos profissionais das então chamadas Medicinas Alternativas (há quem fale em mais de 20 anos de luta) é publicada a Leiº 45/2003. Define um quadro legislativo para os profissionais desta área. Restava apenas a devida regulamentação.

Mas foram necessário 10 anos até que alguma coisa acontecesse. Finalmente, depois de muitas outras lutas, finalmente saiu uma nova lei: a Lei º71/2013. Definia 7 terapêuticas não convencionais, as TNC. Seriam elas a Acupunctura, a Fitoterapia, a Homeopatia, a Naturopatia, a Osteopatia, a Quiropráxia e a Medicina Chinesa.UMN_Crono Legislação

O feito foi conseguido, pois na Administração Central do Serviço de Saúde (ACSS) estava uma equipa decidida a levar até ao fim a tarefa de regulamentar as agora chamadas TNC. O ministro da saúde na altura, Paulo Macedo, deu teve a iniciativa e a tarefa avançou. Foi um trabalho hercúleo, com dezenas de reuniões entre várias entidades e vencendo tremendas resistências de vários sectores.

Em 2014 saíam as primeira 4 portarias regulamentando a Lei nº 71/2013: como avaliar os profissionais em exercício, como atribuir células profissionais, como devem ser as instalações para exercício das TNC e qual o seguro de responsabilidade profissional. Passados 8 meses, já em 2015, foram publicadas as portarias que definiam a formação em 5 destas áreas.

Em inícios de 2016, os profissionais com vários anos de exercício poderiam solicitar a sua cédula profissional. Passado quase um ano, começaram a receber as suas cédulas, regularizando a sua situação, e sobretudo dando garantias de credibilidade aos seus utentes e pacientes.

E quem terminou a sua formação depois de 2013, nas várias instituições existentes em Portugal? Como poderiam obter a cédula profissional? A legislação era omissa em relação a estes novos profissionais.

Se as instituições existentes regulamentassem os seus cursos, só lá para 2020 é que sairiam novos profissionais, formados com os novos planos de estudo. E todos aqueles que se formaram depois de 2013 e aqueles que continuam a sair das escolas desta área?

Captura de ecrã 2017-04-03, às 17.24.17É, pois, esta luta que está a decorrer e que a 4 de Abril leva os profissionais das TNC a manifestarem-se junto à Assembleia da República.

Serão alguns milhares que se encontram nesta situação, que investiram muito do seu esforço, humano e financeiro, numa formação longa, de 4 a 5 anos de duração e que se vêm impedidos de regularizar a sua situação. Estão expostos a situações de arbitrariedade por parte de algumas instituições estatais, que ameaçam aplicar coimas por este profissionais exercerem “sem cédula profissional”. E se forem a tribunal, não sabemos qual o desfecho que sairá de um julgamento, depois de serem pagas elevadas coimas.

E os utentes? Os portugueses, que cada vez mais recorrem às TNC, ficam sem a garantia de estarem a recorrer a um profissional credenciado.

Eduardo Rui Alves

Formado em Medicina Chinesa

(impedido de obter cédula profissional por lacuna da lei)

3 de abril de 2017

Outubro

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Era o oitavo mês do calendário gregoriano, dai o seu nome: oito, octo… octobre, outubro.

Olha-se para os casacos de forma diferente, apesar das temperaturas agradavelmente elevadas dos últimos dias. Há quem diga que ao longo do mês as temperaturas máximas vão-se manter acima dos 20º C, com o dia da República a chegar de novo aos 30º. É a meteorologia feliz com o retorno dos feriados. Mas à noite virá um frio suave por volta dos 13º, suficiente para muitos resfriados, com nariz obstruído e tosse para os mais frágeis, sobretudo aqueles que teimam em andar de “corpinho bem feito”, roupa leve e calçado demasiado fresco.

Na verdade, esquecemo-nos que continuamos expostos ao vento, ao frio e à humidade. Basta um maior cansaço, uma maior fragilidade para o nosso corpo reagir negativamente a este fatores.

As castanhas estão já a chegar e são um alimento poderoso nesta época. É um fruto denso, rico em hidratos de carbono e como tal um alimento bastante tonificador, sobretudo para os mais frágeis. Mas atenção, a castanha pode ser de difícil digestão para muitos estômagos e dar origem a trovoadas de meteorismo (vulgo gases…).

O segredo para aproveitar o potencial da castanha é utiliza-las regularmente, mas em pequenas quantidades de cada vez. Na sopa é sempre uma boa ideia.

O frio suave que aí vem é um convite ao cachecol e a uma blusa mais aconchegante. À noite, na sala com a família, surge um cobertor leve, pretexto para mais um abraço apertado. Ou então um passeio à noitinha, à beira rio ou à beira mar. É aproveitar porque estes tempo de transição são sempre deliciosos.

TNC 01 – Um encontro em Lisboa e Porto

 

Que os portugueses estejam atentos, pois todos nós precisamos da Medicina, da Convencional e da Não Convencional, da Oficial, Cirúrgica ou Farmacológica, mas também das Medicinas Naturais, aquelas que representam o encontro do Homo sapiens consigo mesmo, com a sua profunda e verdadeira dimensão biológica e Natural.

14264070_1272324612799948_7117171814926009905_n.jpgPelo mundo fora fala-se em Medicinas Alternativas e Complementares. Em Portugal, com esta língua tão rica de subtilezas, preferimos falar em Terapêuticas Não Convencionais: TNC. Para muita gente são no fundo, e em síntese, as Medicinas Naturais que para cerca de 2 milhões de portugueses, e 1/3 dos europeus são cada vez menos “não convencionais”.

No passado sábado, reuniram-se em Lisboa e no Porto um grupo de profissionais das várias TNC para analisar a situação atual e os impasses com que nos defrontamos.

A garrafa está para muito meia vazia, mas há razões para achar que estará meia cheia.

Não se trata de um mero problema sectorial, de um grupo restrito de profissionais. Trata-se de garantir a oferta aos portugueses de um serviço de saúde que cada vez mais se considera essencial.

O desafio desta vez é construir uma plataforma, uma União, das 7 Medicinas Naturais (TNC), num contexto de profissionais com formações e percursos de vida inevitavelmente diferentes. Esta União está em plena construção, o que poderá contribuir para, a curto prazo, garantir aos portugueses o acesso a tratamentos acessíveis sob o ponto de vista económico, seguros e credíveis, com a tão almejada validação científica.

Mas os obstáculos são muitos.

É importante que os portugueses saibam que a resistência à mudança, o peso da ortodoxia, e (quem sabe…) vários interesses económicos poderosos, insistem em emperrar, em dificultar a saída de legislação, que de uma vez por todas regularizará esta atividade tão importante para milhões de portugueses. É que perante a ambiguidade de legislação parcialmente publicada, mas não totalmente regulamentada por portarias, permite que as entidades fiscalizadoras iniciem vistorias e aplicação de coimas de legalidade duvidosa. Muitos profissionais das Medicinas Naturais dedicam-se em exclusividade a esta atividade de ajudar quem tem dores que a farmacologia convencional não alivia. E com coimas a pagar e com obstáculos de toda a monta pela frente, quem sai prejudicado são os pacientes.

Com uma União das Medicinas Naturais (TNC) fica a esperança de dispormos de uma organização unificadora, que congregue esforços, com massa crítica suficiente para levar a cabo diversas tarefas: apoiar os profissionais, enquadrar os estudantes destas áreas, conduzir estudos e ensaios clínicos, publicar textos e artigos científicos, discutir e refletir sobre os desafios no séc. XXI das Medicinas Naturais. Mas acima de tudo, pacientemente explicar ao poder político, a importância desta visão da Medicina que queremos, seja cada vez mais convencional. Em síntese, garantir aos portugueses que há um serviço com cada vez mais de qualidade e com cada vez mais garantias e mais segurança.

Se por um lado o processo legislativo está emperrado (faltam publicar apenas duas portarias que regulam a formação), por outro, há uma geração de gente nova, que não se inibe de trabalhar lado a lado com os mais velhos. É gente muito bem preparada, determinada e bem apoiada, sob o ponto de vista jurídico. Sabe ser cordial e cortês, flexível e empática, mas que também sabe para onde é preciso ir.

Que os portugueses estejam atentos, pois todos nós precisamos da Medicina, da Convencional e da Não Convencional, da Oficial, Cirúrgica ou Farmacológica, mas também das Medicinas Naturais, aquelas que representam o encontro do Homo sapiens consigo mesmo, com a sua profunda e verdadeira dimensão biológica e Natural.

A docura do regresso

CACHO DE UVAS

Setembro deve o seu nome ao facto de ter sido o sétimo mês do Calendário Romano com dez meses. O problema dos calendário era um bico de obra na antiguidade clássica e houve várias tentativas até se chegar a 1582 com a adopção do Calendário Gregoriano.

Hoje Setembro é o mês do regresso de muita gente do sol das praias de umas férias que são sinónimo de Agosto.

Há no ar uma leve doçura, pelo tempo ameno e pela expectativa de provar as uvas que poderão dar um belo vinho.

Só os princípios controlam a tua vida

Captura de ecrã 2016-07-21, às 09.52.18Benjamin P. Hardy é alguém que se apresenta como “marido casado com a rapariga nos seus sonhos”. E já agora, é também psicólogo escritor. Interessa-se sobre aquilo que nós os europeus, e sobretudo os portugueses cheio de soberba, consideram “lamechices da auto-ajuda”. Enfim, coisas como “Self Improvement” ou “Life Lessons”.

Devo avisar que sou, (às escondidas), um consumidor compulsivo deste textos.(Não digam a ninguém…)

Há, sobretudo, um pequeno texto de Benjamin P. Hardy publicado no medium.com que vale pena ler, mesmo os que sofrem desta tão distinta soberba.

Diz Benjamin (aqui vai o link) que raramente conseguimos controlar as nossas vidas, mas os princípios que defendemos, e que pomos em prática no nosso quotidiano, conseguem em boa parte fazer com a nossa vida vá até porto seguro. Um europeu de bom cepa, dirá “é mesmo americano, o gajo!”.

Leiam o texto até ao fim e verão que faz sentido. Aliás, muito boa gente, depois de ler o textozinho, os tais europeus anti-lamechiches, acabarão dizendo: “Ah! Grande novidade! Já os gregos diziam isso na Antiguidade…!” É verdade, mas vale a pena lembrar. O texto lê-se bem, mesmo para quem não domine o inglês. Se pedirem com jeitinho… um dia destes ponho aqui a tradução.

Uma TV Saudável

Captura de ecrã 2016-07-21, às 03.17.46

São cada vez mais frequentes os sites que nos oferecem vídeo através da web, como se tratasse de um canal de tv: video by stream.

O site mais conhecido será o NETFLIX, agora já disponível em Portugal. Mas até o site de compras Amazon oferece um site de vídeos em stream.

Para além de longas metragens ou séries de televisão, estes sites oferecem uma grande diversidade de documentários sobre os mais diversos temas.

Face à postura acrítica de uma boa parte da comunicação social, a solução para nos mantermos bem informados, passará por documentários independentes realizados um pouco por todo o mundo.

Um site especializado em informação sobre boa saúde em forma de “vídeo em stream” é o www.fmtv.com. O acesso é pago cerca de 10 dólars por mês ou $100 por ano.

Há também receitas, conselhos e muito mais informações

Para quem se interessa pelo assunto… vale a pena.